Seleção Oficial Curt’Arruda 2016


14, 15 e 16 de outubro – 18h30 e 21h30

CAMPO DE VÍBORAS – Cristèle Alves Meira, Portugal, 2016, fic. 20’ 14 de outubro, sex., 21h30

Em Campo de Víboras, uma pequena aldeia de Trás-os-Montes, dá-se uma tragédia. Uma idosa é encontrada morta no seu jardim rodeada de cobras, enquanto a sua filha Lurdes, uma mulher de 40 anos, desaparece sem dizer nada a ninguém. Espalham-se os rumores sobre o misterioso destino desta casa.

O ASSALTO – João Tempera, Portugal, 2015, fic. 15’ 14 de outubro, sex., 21h30

Um intruso entra numa casa à procura de algo que possa levar e no fim acaba por sair sem que se saiba se deixou ou levou algum bem, se invadiu ou se foi ele próprio tomado de assalto pelo Destino ou pelas coincidências da Vida. Um filme moral, mas sem finais felizes nem redenção.

ATOPIA – Luís Azevedo e Alexandre Marinho Portugal, 2015, doc. 11’ 14 de outubro, sex., 21h30

Depois de onze anos passados na cidade, José António Baptista regressou à sua terra com o intuito de se dedicar à literatura.

ASCENSÃO – Pedro Peralta, Portugal, 2016, fic. 18’ 14 de outubro, sex., 21h30

Ao nascer do sol, um grupo de camponeses tenta resgatar de um poço o corpo de um homem. As mulheres velam o momento em silêncio. Os homens resistem em toda a sua força. No centro: uma mãe espera pelo corpo do seu filho. A espera termina. Das profundezas da terra os homens puxam o corpo do jovem. Como pode a vida terminar quando tudo na natureza renasce infinitamente? À distância o sol espalha-se no horizonte. Nasce um novo dia.

O QUE RESTA – Jola Wieczorek, Portugal/Áustria, 2015, doc. 39’ 15 de outubro, sáb., 21h30

Após um século, um agregado familiar de Lisboa desmembra-se e torna-se no eixo de uma investigação biográfica e contemporânea. O que resta é a memória. Um ensaio sobre o tempo.

FLORESCER – Otilia Babara, Portugal, 2014, doc. 11’ 15 de outubro, sáb., 21h30

Victoria é filha única numa família de imigrantes moldavos, em Portugal. Encorajada pela mãe, canta Fado. Apenas partilha os seus verdadeiros sonhos quando está a sós com as suas bonecas.

BALADA DE UM BATRÁQUIO – Leonor Teles, Portugal, 2016, doc. 11’ 15 de outubro, sáb., 21h30

“Simultaneamente estranhos e familiares, distantes e próximos, inquietantes e sedutores, marginais e cosmopolitas, os ciganos apresentam-se envoltos numa aura de ambiguidade. Não se pode dizer que sejam invisíveis, pois dificilmente passam despercebidos.” (Daniel Seabra Lopes) Tal como os ciganos, os sapos de loiça não passam despercebidos a um olhar mais atento. Balada de um Batráquio surge assim num contexto ambíguo. Um filme que intervém no espaço real do quotidiano português como forma de fabular sobre um comportamento xenófobo.

DONA FÚNFIA – 1a Etapa da Volta a Portugal em Bicileta – Margarida Madeira, Portugal, 2015, ani. 6’ 16 de outubro, dom., 18h30

Dona Fúnfia usou saia desde que se lembra e um dia resolve experimentar um par de calças. Motivada pela nova liberdade de movimentos, decide resgatar a bicicleta da arrecadação e fazer a sua volta a Portugal. Como tem tempo, viaja ao ritmo que as pernas lhe permitem, conhecendo outros lugares e associando os nomes escritos nos mapas a sítios reais, sempre ao som da música tradicional portuguesa que lhe marca o ritmo da pedalada e lhe alegra as etapas mais silenciosas do caminho.

BERLENGA GRANDE – Vitor Carvalho, Portugal, 2014, doc. 28’ 16 de outubro, dom., 18h30

Uma ilha ao largo da costa portuguesa: ponto turístico no Verão, reserva natural o resto do ano. Só os faroleiros lá vivem, no inverno, acompanhados por milhares de aves marinhas.

RAIMUNDO – Paulo Abreu, Portugal, 2015, doc. 28’ 16 de outubro, dom., 18h30

Uma pequena equipa de estudantes de cinema vai aos Açores, durante uma semana, acompanhar o trabalho de Raimundo Bicudo, um polémico realiza- dor de São Miguel.

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