Júri 2017


Ruy de Carvalho

Com 75 anos de carreira, Ruy de Carvalho (n. 1927) iniciou o seu per- curso no teatro, como amador, em 1942 no Grupo da Mocidade Portuguesa. Estreou-se profissionalmente em 1947 no Teatro Nacional, na comédia “Rapazes de Hoje”, de Roger Ferdinand. Tornou-se um importante actor da sua geração e fundou em 1961 o Teatro Moderno de Lisboa. Tem o nome associado à primeira peça exibida na televisão portuguesa, “Monólogo do Vaqueiro”, de Gil Vicente, quando da criação da RTP, em 1957, e também à primeira telenovela, “Vila Faia”, em 1982. Estreou-se no cinema no filme “Eram 200 irmãos” (1951), de Armando Vieira Pinto e trabalhou com diver- sos realizadores – António Macedo, Manuel Guimarães, Manoel de Oliveira, entre outros. Recebeu vários pré- mios e condecorações como o Grande Colar da Ordem Militar de San’tiago da Espada, em 2010, o grau de comendador da Ordem do Infante, em 1993, e a Medalha de Mérito Cultural, atribuída pela secretaria de Estado da Cultura, em 1990. Em 2012, nos 70 anos de carreira, recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.


Inês N. Lourenço

Inês N. Lourenço (n. 1989) é jornalista e crítica de cinema do Diário de Notícias, e autora da rubrica A Grande Ilusão, na Antena 2.

É também colaboradora da revista Metropolis (publicação online), e do site especializado À Pala de Walsh. Concluiu o mestrado em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, na vertente de Cinema, com uma tese final sobre o filme The River (1951), de Jean Renoir. Fez parte da equipa de jornalistas do programa cultural Câmara Clara (RTP2), e passou por um estágio na Cinemateca Portuguesa, experiência determinante para o gosto de escrever e pensar o cinema.


Luís Mendonça

Doutorado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), sob orientação da Professora Margarida Medeiros. Tem mestrado na mesma área e pela mesma faculdade, na especialidade de Cinema e Televisão, sob orientação do Professor João Mário Grilo. Deu aulas no âmbito de Cursos Livres concebidos por si em colaboração com colegas da área do cinema e da fotografia. Escreveu vários artigos e participou em inúmeros colóquios sobre cinema, fotografia e filosofia da imagem. Organizou ciclos de cinema e debates. Realizou vídeos, ensaios audiovisuais e a curta-metragem Lu- gar/Vazio (2010). Publicou este ano o livro Fotografia e Cinema Moderno: Os Cineastas Amadores do Pós- -Guerra (2017, edições Colibri).


Paulo Viveiros

Professor associado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, na qual é director do mestrado em Artes da Animação e da licenciatura em Animação Digital.

É doutorado em cinema com uma tese sobre “A composição espacial no cinema digital”, e mestre em ciências da comunicação com uma dissertação sobre a arte vídeo de Bill Viola pela Universidade Nova de Lisboa. Foi bolseiro de doutoramento da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Publicou um livro sobre a história estética e teórica do cinema, “A Imagem do Cinema”. Entre 2011 e 2014 moderou o seminário das Lisbon Talks no IndieLisboa. Desde 2014 tem sido júri dos concursos do ICA. É co-director da revista online peer-reviewed International Jornal of Cinema and Media Art.z

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