2ª EDIÇÃo

2 e 3 de outubro, 2015

Seja bem-vindo! Antes de alguém se sentar convém recordar que sempre que estamos frente a um ecrã há a possibilidade de acabarmos a ver o filme da nossa vida e isso é razão mais do que su ciente para estar atento.

A partir daqui a responsabilidade é sua, não diga que não avisámos!

Pelo sim pelo não, cam algumas advertências para que tudo decorra sem incidentes audiovisuais ou narrativos.

Não se assuste com a rusticidade do local e habitue-se ao ar puro. Alertamos para o facto de existirem tantas contraindicações para uma história que decorre num oceano, num glaciar ou numa cidade como na ruralidade.

Entusiasme-se, uma curta-metragem tem possibilidades no campo que não encontra no deserto, numa ilha paradisíaca ou num centro urbano.

Abandone os seus preconceitos hollywoodescos e renda-se à evidência: Que bem que se está no campo! Um chafariz pombalino ou uma vinha frondosa são cenários tão promissores para um filme quanto uma floresta luxuriante.

Relaxe! Lembre-se que o cinema tem propensão para fazer sonhar. Numa certa altura da nossa vida já todos torcemos por E.T conseguir voltar para casa ou nos convencemos que podíamos muito bem acabar ao serviço de Sua Majestade.

Embora não exista uma fórmula garantida para um blockbuster da mesma maneira que não há uma dose certa indicada para o suspense, o mundo inteiro continua a tentar encontrá-la e isso, por si só, é fascinante.

Os resultados obtidos, nesses e noutros campos, continuam a ser partilhados mas continua o desconhecimento generalizado acerca de qual o mínimo de fotogramas para chegar à lua ou de qual o herói com mais hipóteses de vencer o mal.

Lamentamos mas no fim da sessão continuará sem respostas. Sem saber quanta película é necessária para dar uma volta ao mundo completa, a quanto equivale em planos uma história de amor, o ângulo que faz mais vítimas nos policiais, quantas cenas são necessárias para salvar uma donzela em apuros ou arrebatala e o que é preciso para conseguir a paz num Western.

Até porque, para começar, em relação à arte e à vida é arriscado um palpite sobre quem imita quem.

O mistério continuará apesar dos nossos esforços. De qualquer maneira, está bom de ver que ser mais rápido do que uma bala e mais forte do que uma locomotiva ou evitar apocalipses não são tarefas fáceis pelo que todas as ajudas são bem-vindas.

Que tal começar por desligar o telemóvel e tirar os pés da cadeira da frente?

Não custa nada e, enredos à parte, não há nada melhor do que uma boa representação!

Agora que nos aproximamos do início, por uma questão de justiça não vão ser feitos destaques mas deixe que lhe diga que, pessoalmente, não tenho dúvidas de que um Vale Encantado é ideal para um final feliz.

Ah, já agora, muito obrigado por ter vindo e participar nesta celebração do cinema. Estamos radiantes por partilhar histórias consigo. Ainda bem que aceitou o nosso convite. Sem si toda esta luz e cor seriam desperdiçadas. Dito isto, não percamos mais tempo. Ação!

Carlos Alves

Mulher.Mar
Varadouro
Eterna Saudade

CICLO REALIZADORA CONVIDADA

Salomé lamas

Salomé Lamas

Salomé Lamas (1987, Lisboa) estudou Cinema em Lisboa e em Praga, tirou um MFA em Amesterdão e é doutoranda em estudos fílmicos na Universidade de Coimbra. O seu trabalho tem-se centrado na imagem em movimento e sido exibido tanto em espaços artísticos como festivais de cinema. Após realizar algumas curtas, a sua primeira longa-metragem TERRA DE NINGUÉM estreou internacionalmente na Berlinale (Forum) e foi exibida em vários outros festivais centrais. Lamas é bolseira da MacDowell Colony, do Rockefeller Foundation Bellagio Center, e do DAAD Berliner Künstlerprogramm.

Júri

CARLOTA GONÇALVES

Tem o curso de cinema (realização) do Conservatório, CLCF, Paris, e é actualmente doutoranda em Ciências da Comunicação, Cinema, na UNL. É programadora de curtas-metragens, e coordena as LisbonTalks do Festival internacional de cinema independente IndieLisboa. É professora de História de Cinema, Estética e Escritas.

internacional de cinema independente IndieLisboa. É professora de História de Cinema, Estética e Escritas.

FILIPE LOPES

Filipe Lopes, licenciado em Investigação Social, foi subdirector e co-fundador da Revista de Cinema Primeiras Imagens, de 1998 a 1999 e de 2002 a 2003, altura em que a publicação cessou a tiragem. Colaborou em diversas publicações, como as revistas PREMIERE, CINEMA e UMBIGO. Foi júri em diversos festivais e apresentou vários ciclos e mostras de filmes, dos quais são de destacar o Ciclo “Cinema Cru”, dedicado ao género fantástico e de terror, organizado pela Universidade da Beira Interior em conjunto com o Cineclube local, o Ciclo dedicado a Stanley Kubrick organizado pelo Cineclube de Évora, no qual fez uma palestra tendo como tema “Kubrick, Um Olhar – a Técnica e a Forma” e conduziu, também em Évora, a masterclass do veterano realizador inglês Ken Russell. Participou, como comentador e crítico de cinema, em vários programas de rádio e TV e foi actor na curta-metragem, pertencente ao género fantástico, “Reborn”, de António Pascoalinho. Actualmente
(e desde o ano 2000) trabalha na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, mais precisamente no ANIM – Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, é jornalista freelancer e colabora na revista de cinema online TAKE.

MANUEL TENTÚGAL

Manuel Tentúgal [Lisboa, 1956], teve formação em Pintura, em Música, licenciou-se em Arquitectura e fez pós-graduação em Arte Multimédia. A sua formação abrange ainda: animação musical, recolha etnomusi- cológica e construção de instrumentos musicais, formação de actores, pedagogia musical, canto gregoriano, direcção coral e análise musical.

Foi docente de Imagem e Comu- nicação Visual (Instituto Superior de Ciências Educativas, 1991-2001); exerceu funções técnico-pedagógicas na Equipa do Ensino Artístico Especializado; é professor de Artes Visuais e de Multimédia/Audiovisuais.

Tem repartido actividade por outros campos: animação cultural e musical; realização e produção de espectácu- los; rádio; recolhas e recuperação de instrumentos musicais; direcção e produção musical; pedagogia e ensino musical; participou e colaborou como músico; performances de som e animação em tempo real; e como monitor e orientador musical. Concebeu bandas sonoras para teatro e filmes. É sócio fundador da Casa da Animação, fazendo parte do seu Conselho Consultivo.

SELEÇÃO OFICIAL CURT’ARRUDA

8 e 9 de agosto, 18h e 21h

A PASSAGEM – Sohel Rahman, Portugal, 2014, doc. 25’ 2 outubro, sex., 21h30
AMPHI – Iuri Monteiro, Portugal, 2014, ani. 8’ 3 outubro, sáb., 18h30
BRUNO – Felipe Chimicatti e Pedro Carvalho, Cabo-Verde, Brasil, 2014, doc. 25’ 2 outubro, sex., 21h30
CHICO MALHA – Guilherme Gomes e Migue Reis, Portugal, 2013, fic. 15’ 3 outubro, sáb., 18h30
MULHER.MAR – Filipe Pinto e Pedro Pinto, Portugal, 2012, fic. 20’ 3 outubro, sáb., 18h30
NÃO SÃO FAVAS, SÃO FEIJOCAS – Tânia Dinis, Portugal, 2013, doc.,exp. 10’ 2 outubro, sex., 21h30
PARA LÁ DO MARÃO – José Fernandes, Portugal, 2014, doc. 7’ 2 outubro, sex., 21h30
VARADOURO – Paulo Abreu e João da Ponte, Portugal, 2013, doc. 11’ 3 outubro, sáb., 21h30

SELEÇÃO OFICIAL Film’ARRUDA

3 de outubro, 16h30

ETERNA SAUDADE – Susana Vale lopes, Portugal, 2015, doc. 14’ 2 outubro, sex., 18h30
O MAL E A ALDEIA – David Serôdio e Diogo Lima, Portugal, 2013, fic. 10’ 2 outubro, sex., 18h30

mostra

2 de outubro, 16h30 e 18h30

COME BACK – Joana Ramos, França, 2015, doc. 9’ 2 outubro, sex. 16h30
DA MEIA-NOITE PRÓ DIA – Vanessa Duarte, Portugal, 2014, doc. 23’ 2 outubro, sex., 16h30
ESPINHELA CAÍDA – Felipe Chimicatti e Pedro Carvalho, Brasil, 2013, doc. 25’ 2 outubro, sex., 18h30
MARTA – Bernardo Gomes de Almeida, Portugal, 2015, fic. 7’ 2 outubro, sex., 16h30
NEGRO CARVÃO – Tânia Prates, Portugal, 2014, doc. 9’ 2 outubro, sex., 16h30
THIS FEELS LIKE HOME – Rui Gaspar Portugal, 2014, exp. 3’ 2 outubro, sex., 18h30

concertos