Mostra Curt’Arruda



A COR DA SEDE – Gala Gracia, Espanha, 2017, fic, 22’ | 12 de outubro, sex, 18h30

“Espanha atravessa uma seca severa que afecta sobretudo as zonas rurais. Medardo, pastor de ovelhas, vê o seu rebanho a deteriorar-se cada vez mais e os cordeiros pesam cada vez menos. A situação torna-se crítica quando começa a sofrer uma série de roubos, movidos pelo desespero dos seus vizinhos mais próximos. Medardo será forçado a tomar uma decisão difícil que comprometerá os princípios de honestidade e lealdade que sempre o caracterizaram.”

A SONOLENTA – Marta Monteiro, Portugal, 2017, ani, 10’ | 14 de outubro, dom, 16h30

“Numa casa de aldeia, Maria, uma jovem menina criada de um casal quer dormir. Está cansada, muito cansada, mas é constantemente importunada pelo choro da criança que tem a cargo e pelo pedidos dos senhores.”

ARMINDO E A CÂMARA ESCURA – Tânia Dinis, Portugal, 2017, doc, fic, 20’ | 12 de outubro, sex, 18h30

“Armindo Carvalho é o meu avô de Vila Nova de Famalicão. Dedicou toda a sua vida à fotografia e, em 1969, tirou a carteira profissional. Registou a sua família e a família dos outros. Percorreu várias cidades e aldeias da região de Braga, Famalicão, Guimarães, entre outras, a registar eventos e várias cerimónias. ARMINDO E A CÂMARA ESCURA é um trabalho de revisitação das suas memórias familiares através das imagens.”

BENJAMIM – Ana Margarida Coelho, Portugal, 2018, fic, 10’ | 12 de outubro, sex, 18h30

“Nascido e criado numa aldeia no interior, em permanente contacto com a natureza, Benjamim é um adolescente tímido e ingénuo protegido do mundo real pela sua avó. Certo verão, Ema entra no mundo de Benjamim e as coisas não serão mais as mesmas, algo que o deixa desconfortável. Mais assustador é o regresso de um velho amigo da sua avó, que traz consigo as memórias de mágoas antigas. Benjamim é um filme sobre o medo da mudança e as inseguranças do crescimento.”

COUP DE GRÂCE – Salomé Lamas, Portugal, 2017, fic, 25’ | 14 de outubro, dom, 16h30

“Leonor volta de viagem num dia em que o seu pai (Francisco) já não a esperava.

No espaço de 24 horas viverão uma realidade alucinada, conduzida, em crescendo, pela inqueitação de Francisco num registo de aparente normalidade.”

ENTRE LUTOS – Laura Rembault, França, 2016, fic, 15’ | 12 de outubro, sex, 16h30

“Um Ford Mustang numa bonita estrada campestre. Lá dentro estão um irmão, uma irmã, ao lado a avó e… uma urna funerária. Eles estão no caminho deles para espalhar as cinzas do falecido pai.”

LARANJA AMARELO – Pedro Augusto Almeida, Portugal, 2017, fic, 10’ | 12 de outubro, sex, 16h30

“Tiago é levado pelos sonhos de uma relação mal resolvida. O verão está a acabar, a banda dos amigos vai dar um concerto. Sofia aparece para tirar fotografias.”

MAÇÃS AMARELAS – Ignacio Ruiz, Chile, 2014, fic, 20’ | 12 de outubro, sex, 18h30

“Adriana, uma mãe esforçada da zona rural da ilha de Maillen, vende maçãs amarelas para sobreviver. O relacionamento com a filha está complicado e através de um par de sapatos novos para a escola, a mãe vai lutar por recuperar o carinho perdido redobrando os seus esforços laborais e fazendo sacrifícios pessoais.”

MADNESS – João Viana, Portugal, França, Guiné, Moçambique, Qatar, 2018, fic, 13’ | 14 de outubro, dom, 16h30

“Lucy, considerada louca, tem um filho.”

MAPA-ESQUISITO – Jorge Vaz Gomes, Portugal, doc, 22’ | 12 de outubro, sex, 16h30

“A minha família emigrou para França nos anos 60, mas pouco depois a minha mãe foi obrigada a voltar. Talvez por essa razão mudámos de casa oito vezes e fugíamos sempre que possível para a aldeia, onde a família de França passava férias. Esta inquietude entranhou-se nos meus sonhos desde então e nunca mais os largou. É através das imagens destes sonhos e locais da infância que tento perceber se existe geografia possível, para alguém com uma história que parece não pertencer a lugar nenhum.”

O QUARTO CORPO – Agustina Grillo e Manuela Gamboa, Argentina, fic, 11’ | 14 de outubro, dom, 16h30

“Numa atmosfera de tédio e solidão, três irmãs moram juntas numa casa de campo. A inesperada chegada de um homem desconhecido irá alterar o universo intemporal em que elas vivem.”

OS HUMORES ARTIFICIAIS – Gabriel Abrantes, Portugal, 2017, fic, 29’ | 14 de outubro, dom, 16h30

OS HUMORES ARTIFICIAIS foi rodado no Mato Grosso (Canarana e nas aldeias Yawalapiti e Kamayura dentro do Parque Indígena do Xingu) e em São Paulo. Misturando certa estética hollywoodiana com abordagens típicas do registo documental, o filme conta a jornada de uma jovem indígena que se apaixona por um robô.

RUSSA – João Salaviza, Portugal, Brasil, doc, fic, 20’ | 13 de outubro, sáb, 16h30

“Russa volta ao Bairro do Aleixo no Porto, visitando a irmã e os amigos com quem celebra o aniversário do filho. Neste breve encontro, Russa regressa à memória colectiva do seu bairro, onde três das cinco torres ainda se mantêm de pé.”

SLEEPWALK – Filipe Melo, Portugal, E.U.A., 2018, fic, 15’ | 13 de outubro, sáb, 16h30

“Um homem faz uma viagem por uma fatia de tarte de maçã.”

SURPRESA – Paulo Patrício, Portugal, 2017, ani, doc, 9’ | 13 de outubro, sáb, 16h30

“Curta-metragem de animação que tem como base uma conversa gravada entre mãe, Joana, e filha, Alice, com 3 anos de idade e a recuperar de um cancro do rim. Ao longo da conversa falam, de uma forma muito aberta e franca, sobre a doença, o presente, as lutas e conquistas de ambas.”

VIRA CHUDNENKO – Inês Oliveira, Portugal, 2017, doc, 30’ | 13 de outubro, sáb, 16h30

““A senhora russa e eu todos os dias nos cruzávamos às 6h da manhã, porque ela todos os dias ia de bicicleta para o trabalho. Mas nesse dia ela ia a pé. Os cães do vizinho do lado estavam na rede a ladrar, a ladrar…”

“A mim, o corpo, parecia-me de uma ovelha. Eu já tenho visto mortos, e de tudo o que parece um morto, aquilo não era.”

Relato a duas vozes das testemunhas de um hediondo crime cometido numa paisagem idílica de Sintra. A vítima era estrangeira e chamava-se Vira Chudnenko.”

TERRA BESTA – Hugo Magro, Portugal, 2017, doc, 9’ | 12 de outubro, sex, 16h30

“O burro é talvez o único animal que sabe como tudo foi em vão. O seu modo brando, pesaroso também, é o de quem ouve uma interminável e dura confissão, enquanto parece ter os ossos e a carne envolvendo um suspiro.

Em seu redor tudo ficou exausto, lembra o cansaço todo, e uma ponta de desgosto depois de concluídos os planos iniciais da criação. Com ele, a poesia é acolhida no chão e envolvida no pó e no vento. As cores abatem-se, a imagem surge terrosa.

Vale todo um reino, o burro.”

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