5ª Edição


12, 13 e 14 de Outubro, 2018

(DES)ENCONTRÓTOPIA


Tiago Costa
15 de setembro – 15 de outubro 2018

É com enorme prazer que o Curt’Arruda volta a apresentar uma exposição de fotografia, desta vez com uma proposta mais arrojada. Apostamos num fotógrafo amador de Arruda dos Vinhos, Tiago Costa, e concretizamos nesta edição a sua primeira exposição individual.

“O desconhecido é o que não tem, ainda, uma imagem.”

Bernardo Pinto de Almeida

(DES)ENCONTRÓTOPIA leva-nos por diversas geografias do mundo, num movimento constante de aproximação a pessoas que na sua vida quotidiana nos guiam, e com as quais nos (des)encontramos nesta viagem.

Tiago Costa apodera-se da rua, toma-a como um espaço de liberdade e deixa-se levar pelos múltiplos caminhos de (des)encontros que ela lhe oferece. É um fotógrafo em, e à procura do movimento. É nesta procura que a fotografia nos permite uma aproximação ao outro, dando-nos a conhecer pormenores da sociedade que de outra forma continuariam invisíveis. Neste movimento incessante, toma lugar uma infinita arbitrariedade no olhar do fotógrafo, pois são muitos os instantes e os acasos possíveis. Estes (des)encontros fortuitos não chegam a permitir a natural artificialidade causada pela simples presença da câmara fotográfica. São milésimos de segundo que nos dão a experiência e a vivência do mundo real.

A grande maioria das fotografias apresentadas nesta exposição foram registadas em viagens de férias. Tiago Costa interessa-se especialmente por documentar os acontecimentos da vida social de pessoas que parecem pertencer a um outro mundo, que “pararam no tempo”, pessoas excêntricas ou marginais. Esta temática tem uma longa tradição na história da fotografia e evoca nomes como Richard Sandler, William Klein (na sua forma e atitude “in your face”), Robert Frank ou Diane Arbus. Mas quem são estas pessoas e para onde vamos com elas? Essa dúvida e estranheza associadas, em (DES)ENCONTRÓTOPIA, causam um certo incómodo e um constante questionar sobre os momentos que antecedem e precedem a captura dessa realidade pelo obturador. Há no trabalho de Tiago um descontruir do conceito utópico de “fotografia de férias”. Não lhe interessam os lugares bonitos ou as fotografias “cliché”, mas sim a realidade social dos locais que visita, locais muitas vezes degradados, talvez distópicos.

Na tentativa de trazer toda esta ideia de estranheza, de aproximação, de movimento e (des)encontro com o outro, propomos que o visitante percorra o espaço expositivo, disposto de forma labiríntica com paredes de canas, (elemento protector segundo a simbologia oriental), imaginando um caminhar pela própria rua, tendo de se desviar do que vem ao seu encontro, tal como o fotógrafo. Para além deste diálogo corporal com o espaço, a fotografia de Tiago põe em evidência a possibilidade de estabelecermos um diálogo entre as diversas imagens apresentadas. Desta forma, esperamos que o visitante, neste labirinto de realidades, consiga criar um terceiro: um diálogo com a realidade que lhe apresentamos e que sirva para orientá-lo no mundo.

André Agostinho e Filipa Figueiredo Curt’Arruda

TIAGO COSTA

(Arruda dos Vinhos, 1989)

Licenciado em Ciências da Comunicação pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e Mestre em Gestão e Marketing pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, tem trabalhado nas mais diversas áreas, com especial destaque para o Marketing e a Consultoria em IT.

O interesse por fotografar nasceu há cerca de três anos, após uma viagem pela República Checa, onde a máquina (emprestada), uma Canon AE-1, foi a sua companheira. Contudo, o gosto inato pela fotografia já figurava em conversas com amigos, assim como em algumas visitas intencionais a vários museus e exposições.

Festa de Apresentação


15 de setembro, 2018 –  Centro Cultural do Morgado – Apresentação da 5ª edição do Curt’Arruda e concerto com Vaarwell

Texto de Catálogo


A arte de sonhar  

Fiquei surpreendido quando um dos responsáveis pelo evento me convidou para escrever o texto que introduz o catálogo de 2018 deste já grandioso festival de cinema. Surpreendido… porque sou apenas um espetador, nada percebendo quase nada desta arte que alguns apelidam de sétima. Mas aceitei de imediato, não tendo, na altura, compreendido a razão.

No caminho para casa, o pensamento que me assaltava, talvez para me convencer de que tinha decidido bem, era que nunca poderia ter recusado por várias razões: primeiro, porque conheço todos os responsáveis do Curta desde pequenos, a maioria é da idade do meu filho mais velho, nutrindo por eles muito afeto e consideração; depois, porque as quatro edições anteriores foram uma agradável surpresa pelo risco, criatividade e qualidade; também porque é uma iniciativa que nasceu na minha amada terra, tendo sido logo abraçada pela autarquia e por uma população que cada vez mais adere a este espetáculo de três intensos dias; e, finalmente, porque há um ano que pretendo contradizer o autor do belíssimo texto que introduziu o catálogo da 4.ª edição do Curt’Arruda, o meu amigo e ex-aluno Gustavo Val-Flores.

Disse ele que “(…) começar um texto com uma citação é a tradução de uma mente débil para pensamentos livres.” Pois bem, caro Gustavo, a minha mente livre “moldada de coragem” discorda desse princípio e, por isso, iniciará este texto com uma citação de alguém que admira e cujo espírito criativo e competente é tão grande como o dos rapazes e raparigas que tiveram a audácia de pensar que seria possível realizar um festival de cinema rural em Arruda dos Vinhos.

Ora, determinou o citado autor que “A sétima arte é a metáfora da velocidade. Sinónimo de um mundo que, na sua constante mutação, se integra numa depurada esquizofrenia dos sentimentos, incapaz de se autorizar a simplesmente parar” (Gustavo Val-Flores, Catálogo da 4.ª edição do Curt’Arruda, 2017). Portanto, falamos de poesia, de um outro lado da poesia, porque também tem silêncios, memórias, eternidades, coragem, emoções, ritmos, sonhos, mutações e realidades sentidas e vividas de outras formas, em que o divergente toma o lugar do comum existir. Enfim… vida, vida constante “incapaz de se autorizar simplesmente a parar”. Assim é o cinema, assim somos nós (ou devíamos ser), em que o sonho não tem limites, é um fluxo constante (Orson Welles).

E enquanto uns sonham, fazendo com que outros sonhem, são acordados alvoroços e reveladas emoções,  cujo resultado nos parece às vezes contraditório. Por que razão não choramos apenas quando há tristeza? Por que razão sentimos um grito fechar-se quando todos os sonhos de vida de um protagonista morrem no ecrã? Por que razão aprendemos a pensar que a vida é o ponto de vista do guionista, do realizador… Aquela vida está à distância de uma outra pergunta: A nossa vida também daria um filme? Talvez o cinema possa ser a concretização de todas as vidas imaginadas, tornadas possível. E enquanto tudo isto vai acontecendo, o espetador apodera-se da obra, torna-a sua, mas só porque a obra se torna superior a tudo aquilo que esperava que viesse a acontecer. Assim é o cinema. Assim pode ser a vida.

Falar de um festival de cinema rural também é falar de público… desculpem, de espetadores! Não vá o mestre acordar e, publicamente, chamar-me à razão, perante os espetadores do Curt’Arruda, de que “(…) públicas são as cadeiras do cinema; são públicas. Agora, as pessoas que se sentam nelas são pessoas, verdadeiramente pessoas, e cada uma é distinta da outra” (Manoel de Oliveira, Diário de Notícias, 2011). Cada espetador completa o sonho inacabado dos autores que ousaram criar o espetáculo. No cinema, o único espetador impassível é aquele que não vê cinema. Por isso, o que vê espera ser respeitado, desafiado e seduzido, assim como o autor se respeitou, desafiou e foi seduzido ao criar a obra. E é este respeito pelos espetadores que se tem sentido por parte dos organizadores deste festival. Mais, é este respeito pela sua terra, levando o seu nome a outras terras, que também me tem feito refletir sobre a importância das autarquias no apoio às ideias e iniciativas dos jovens.

O caminho é difícil, às vezes muito difícil, mas a virtude está em tentar: “Um cheiro passa, uma nuvem desfaz-se e – um sonho? é muito mais imponderável, insubsistente, muito mais rapidamente dissipável que o cheiro e a nuvem. Mas tentemos” (Irene Lisboa, Solidão II, 1974). Tentemos… sempre, sempre.

Assim tem sido este festival de cinema rural a que os autores chamaram com mestria Curt’Arruda, não esquecendo, talvez em jeito de homenagem, respeito e muito orgulho, a vila que os viu nascer, que viu nascer este desafio.

E agora não é a razão que vos fala, mas o coração… Voem, voem! Vocês são filhos da terra dos sonhos. Eu cá estarei com muitas lágrimas nos olhos, não de tristeza, mas de orgulho, alegria e vontade de vos ver desejar a serem daqui, do mundo e voltarem a ser daqui, do Vale Encantado, de Arruda dos Vinhos.

Jorge da Cunha

Júri


Filomena Cautela

Nasceu em 1984. Actriz e apresentadora de televisão.

Iniciou a carreira em 2001 com a peça Antígona, encenação do professor Paulo Vaz (Externato Marista de Lisboa), encenador que em 2002 voltou a dirigi-la em Se o Amor For Outra Coisa, de Pedro Paixão. Ainda no teatro, A Noite dos Assassinos, encenada por António Pires, Agosto em Osage, encenada por Fernanda Lapa, Janis e a Tartaruga e Mil Olhos de Vidro, de Luísa Pinto, O Libertino de José Fonseca e Costa, O Dia dos Prodígios de Cucha Carvalheiro, Ilhas e Convento da KARNART, O Solene Resgate e Menos Emergências do Teatro do eléctrico entre muitas outras.

No cinema participou em curtas-metragens como Night Shop e O Destino do Sr. Sousa de João Constâncio e em longas metragens como Viúva Rica Solteira Não Fica, longa-metragem de José Fonseca e Costa, Linhas de Sangue de Sérgio Graciano e Manuel Pureza, entre outras.

Em televisão, participou em BocageMundo Meu, A VingançaConta-me Como Foi ou Cidade Despida e inumeras séries da SIC, TVI e RTP.

Protagonizou dobragem em inúmeros filmes de animação e locução.

Foi a primeira VJ Feminina da MTV Portugal.

Na RTP2 fez o programa Fá-las Curtas, o magazine cultural Agora  e fez parte do elenco residente do Vale Tudo

Em 2015, regressou à apresentação do talk-show da RTP1, 5 Para a Meia-Noite onde se mantém até hoje.

Em 2018 apresentou a final do Festival da RTP da Canção 2018, na RTP e o Festival Eurovisão da Canção 2018.


Patrícia Vasconcelos

Nasceu em Lisboa em 1966 e viveu fora do país entre 1976 e 1988. Lança-se como “Casting Director” em 1989. É responsável pelo casting de inúmeros filmes, nacionais e estrangeiros, programas e séries para a televisão, bem como de mais de uma centena de filmes publicitários. Em cinema, trabalhou com inúmeros realizadores tais como: Marco Martins (“Alice”), Raul Ruiz (“Mistérios de Lisboa”), Joaquim Leitão (“A esperança está onde menos se espera”), António-Pedro Vasconcelos (“A Bela e o Paparazzo”), Luís Filipe Rocha (“Sinais de Fogo”), Carlos Silva e George Sluizer (“Mortinho por Chegar a Casa”), Richard Curtis (“Love Actually”), Leonel Vieira (“Zona J)”, Patrice Chereau (“La Reine Margot”), Carlos Coelho da Silva (“O Crime do Padre Amaro”), entre outros.

Em televisão destaca-se o seu trabalho para os telefilmes da SIC, entre outros: “Amo-te Teresa”, “Facas e Anjos”, “Mustang”, “Alta Fidelidade”, “Lampião da Estrela”, “Aniversário”, etc… Ultimamente tem, em parceria com a RTP, realizado castings das séries e telefilmes: “Inspector Max” , “Conta-me Como Foi”,  “O Mistério da Estrada de Sintra”, “1986”, entre outras.

Ao longo dos anos tem sido convidada a ensinar Técnicas de Casting na Escola Superior de Teatro e Cinema, Academia Contemporânea do Espectáculo no Porto, e diversas agências de manequins. No verão de 2000 organizou juntamente com Elsa Valentim os Act – Workshops Iniciação às Técnicas do Actor para Cinema e Televisão, iniciativa essa que deu origem à ACT – Escola de Actores fundada em 2001.

Em 2010 realizou o seu primeiro documentário sobre Raul Solnado, para a RTP. Autora e apresentadora do programa televisivo “Sei Quem Ele É”, transmitido pela RTP1 em 2016.

É fundadora e membro da Direcção da Academia Portuguesa de Cinema, onde, entre outras iniciativas, criou e desenvolveu o projecto Passaporte,  cuja segunda edição decorreu em 2017, dando a conhecer os actores portugueses a reconhecidos casting directors de todo o mundo.

É, desde 2016, membro da Casting Society of America (CSA).


Rodrigo Oliveira

Nasceu em 1978, Sintra. Vive e trabalha em Lisboa. Licenciatura em Artes Plásticas – Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (1997/2003) e mestrado no Chelsea College of Art & Design, Londres (2006). Em 2013 vence a bolsa de estudo da Fundación Botin, Santander/Madrid, Espanha.

Expõe individualmente desde 2003 de onde se  destacam: Utopia /Distopia Part II _  MAAT Museu, Lisboa (2017); De lá Ville à  lá Villa:  Chandigarh Revisited,  Le Corbusier  Villa  Savoye  Poissy,  Paris (2016); ESPLANADE: Utopia at plateau and an indian Brasília, Galeria Filomena Soares, Lisboa (2016); Projecto Parede, no MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo (2013); Coisas de Valor e o Valor das Coisas, no Cosmocopa – Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro (2011); A primeira pedra (e todas as outras mais), no Museu do Chiado, Lisboa (2011).

Participou em diversas exposições coletivas, tais como: Cor+Labor+Ação, Caza Arte Contemporânea, Rio de Janeiro (2011); ResPública 1910 – 2010 face a face, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2010); A Culpa Não é Minha, Museu Berardo, Lisboa (2010); Where are you From? Contemporary Portuguese Art, Faulconer Gallery, Grinnel, Iowa, USA (2008); Eurobuz, Agorafolly – Europália European Festival, Place de la Chapelle, Brussels (2007); and There’s no place like home, Homestead Gallery, Londres (2006).

O seu trabalho encontra-se presente em diversas colecções públicas: Fundação EDP; Museu do Chiado; Fundação PLMJ (Lisboa); Coleção PCR (Lisboa); Coleção António Cachola (Elvas); e Peggy Guggenheim Museum (Veneza).

Realizadores Convidados – Ciclo David Doutel e Vasco Sá



David Doutel

David Doutel

David Doutel nasceu no ano de 1983 na cidade do Porto. Licenciou-se em Som e Imagem pela Universidade Católica do Porto com especialização em Animação. Nos últimos 10 anos desenvolveu o seu percurso no cinema de animação de autor, trabalhando como realizador, animador e director de produção. Parte integrante de equipas artísticas e de produção, contribuiu para a criação de inúmeras curtas-metragens de animação premiadas e seleccionadas regularmente em festivais internacionais de cinema. Colabora desde o início do seu percurso com Vasco Sá com quem partilha a experiência de realização de 3 curtas-metragens de animação: O Sapateiro (2011), Fuligem (2014) e mais recentemente Agouro (2018), uma co-produção entre Portugal e França. Tem colaborado com a produtora Bando à Parte desde 2011, onde em conjunto com Vasco Sá tem sido responsável pela direcção de produção de animação.

Vasco Sá

Vasco Sá

Vasco Sá nasceu no Porto em 1979. De raízes transmontanas, passa os seus primeiros dezoito anos em Trás-os-Montes, mudando-se então para o Porto, onde se licencia em Som e Imagem pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Neste contexto conhece David Doutel, com quem tem partilhado vários projectos no universo do Cinema de Animação, nomeadamente a realização das curtas-metragens O Sapateiro (2011, PT/ES) e Fuligem (2014, PT) – distinguidas com vários prémios a nível nacional e internacional – e de Agouro (2018, PT/FR), o mais recente trabalho. Para além deste percurso no âmbito da realização, tem integrado a equipa de diversos projectos cinematográficos de diferentes autorias, tanto na vertente artística como na de produção. Colabora, desde 2011, com a produtora Bando à Parte, onde exerce funções de realização e direcção de produção, conjuntamente com David Doutel. Gosta de ver os montes à sua frente.


AGOURO Portugal, França, 2018, ani, 15’ | 13 de outubro, sáb, 18h30

“Um inverno rigoroso congela a superfície de um rio junto à casa onde vivem dois primos. Envolta no vento gelado que se levanta naquele dia, a rudeza da relação entre os dois cresce, atingindo o limite.”

FULIGEM – Portugal, 2014, ani, 14’ | 13 outubro, sáb, 18h30

“É como fuligem que se deposita nas paredes da nossa cabeça. Não a vemos. Já faz parte.”

O SAPATEIRO Portugal, Espanha, 2011, ani, 12’ | 13 de outubro, sáb. 18h30

“Um sapateiro embrulhado entra as memórias da sua vida e a sempre presente profissão, vive um momento crucial na sua existência. Acompanhamos um dia gigante na sua vida que será determinante no resumir do seu passado e na sua descoberta do seu rumo.”

Curt’Arruda Escolas


Alunos do Externato João Alberto Faria e Escola Profissional Gustave Eiffel – Auditório Municipal – 12 de outubro, 09h00

AO TELEFONE COM DEUS – Vera Casaca, Portugal, 2017, fic, 13’ | 12 de outubro, sex, 09h00

“Bartolomeu, um humilde camponês, decide trocar a sua égua, Pestana, pela mão de Adélia. Contudo, o mundo de Bartolomeu é virado do avesso quando Pestana desaparece e se cruza com um misterioso homem que alega poder falar com Deus… ao telefone.”

EM MEMÓRIA – Amit Miretzky, Israel, 2018, ani, 3’ | 12 de outubro, sex, 09h00

O meu pai está a ficar velho. Não consigo imaginar como vais ser a vida sem ele. Este filme explora a experiência de três pessoas que perderam um parente.

LUGAR EM PARTE NENHUMA – Bárbara de Oliveira e João Rodrigues, Portugal, ani, doc, 6’ | 12 de outubro, sáb, 09h00

“Até que um dia… quando foi disparado o primeiro tiro, tivemos que abandonar as nossas residências.” – Ema em 1975 estava à espera da chegada do seu primeiro filho, em Angola. No entanto a sua espera tranquila foi abruptamente interrompida por uma força que a retirou do seu conforto e mudou a sua vida para sempre.”

VISTA DO VAZIO – Ali Zare Ghanatnowi, Irão, 2017, ani, 18’ | 12 de outubro, sáb, 09h00

“A mãe fica de olho no filho e espera que ele volte da guerra. Tricota um par de luvas lembrando-se de como o filho esfregava as mãos geladas na manhã de inverno em que partiu. A mãe espera. Desfaz as luvas e volta a tricotar outra vez. Quando a sua casa é bombardeada, as luvas queimam-se e desfazem-se em cinzas. A mãe senta-se no topo dos escombros e começa a fazer algo de inesperado.”

A MONSTRA no Cut’Arruda Escolas


Aluno do Ensino Básico das Escolas do Concelho – Auditório Municipal – 12 de outubro, 10h00 e 11h00

A CAIXA – Merve Cirisoglu Cotur, Reino Unido, 2016, ani, 7’

“O precioso pertence de uma criança da Síria é apenas uma caixa, que é usada com várias finalidades – um brinquedo, uma casa e até um barco.”

CANTO – Lucija Mrzljak, Estónia, 2016, 2’

“A vida é difícil no canto, no ângulo onde todas as arestas se encontram. Tudo é geometricamente relativo quando as leis da perspetiva e da gravidade começam a pregar partidas em ti.”

GENO – Dato Kiknavelidze, Geórgia, Alemanha, 2017, ani, 13’

“Um sapo rabugento e solitário, Geno, e os seus vizinhos são forçados a procurar um novo habitat pois um canteiro de obras invade a lagoa onde moram. Geno apenas se importa consigo mesmo… Mas ele terá de perceber que somente em colaboração com os outros, todos serão capazes de salvar a sua casa e sobreviver.”

DEIXA UMA MARCA – Christina S. Nerland, Reino Unido, 2016, 5’ 

“Uma família de raposas árticas aprende a lidar com o facto de que uma delas está a desaparecer. Uma história sobre perda e lembranças.”

PEQUENOS SOLDADOS – Pauline Champetier, Dinamarca, 2016, 1’ 

“Pequenos soldados reúnem forças para curar a floresta ferida; no entanto, o problema é, em última instância, demasiado grande para os animais o consertarem sem ajuda.”

SAFARI – Erica Gualandi, Reino Unido, 2017, 3’

“Safari é uma curta-metragem que segue o encontro entre uma jovem rapariga tribal e uma girafa, retratando o desenvolvimento da sua relação num mundo surreal.”

MÍMICA – Petra Varga, Hungria, 2016, 4’ 

“Dois mimos estão a ter o seu almoço invisível no parque quando um pombo passa por eles. Louis está ansioso para alimentar o pássaro, mas a emoção não é mútua – o amigo Jean-Pierre parece ter toda a atenção. Assim, Louis deixa de ser um tipo fixe e tem apenas um objetivo: acabar com a alegria transbordante do seu amigo.”

O HORIZONTE DE BENE – Jumi Yoon and Eloic Gimenez, França, 2016, 13’ 

“Na savana Africana, Bene é uma criança que sobrevive sob domínio de caçadores sanguinários. Mas um dia, depois de conhecer um gorila bebé, torna-se a sua vez de ser caçado.”

Curt’Arruda em Família


Auditório Municipal – 13 e 14 de outubro, sáb e dom, 11h30

FAMÍLIAS

Sessão para os mais jovens


A GRUTA DE DARWIN – Joana Toste, Portugal 2017, ani, 13’ | 13 de outubro, sáb, 11h30

“A transmissão de conhecimentos entre mães e filhas é o enorme abraço dado pela memória de uma experiência que passa o testemunho e dá o profundo sentimento que nos permite dar passos em frente, viver e amar.”

EM MEMÓRIA – Amit Miretzky, Israel, 2018, ani, 3’ | 13 de outubro, sáb, 11h30

“O meu pai está a ficar velho. Não consigo imaginar como vais ser a vida sem ele. Este filme explora a experiência de três pessoas que perderam um parente.”

LUGAR EM PARTE NENHUMA – Bárbara de Oliveira e João Rodrigues, Portugal, ani, doc, 6’ | 13 de outubro, sáb, 11h30

“Até que um dia… quando foi disparado o primeiro tiro, tivemos que abandonar as nossas residências.” – Ema em 1975 estava à espera da chegada do seu primeiro filho, em Angola. No entanto a sua espera tranquila foi abruptamente interrompida por uma força que a retirou do seu conforto e mudou a sua vida para sempre.”

MÃOS FRIAS CORAÇÃO QUENTE – Pedro Caldeira e Paulo Graça, Portugal, 2017, fic, 6’ | 13 de outubro, sáb, 11h30

“Um carteirista ajuda um “amigo” a sentir-se vivo.”

ONDAS – Vojtěch Domlátil, Républica Checa, 2017, exp, | 13 de outubro, sáb, 11h30

“Um observador de mente aberta, reduz os seus meios para trabalhar somente com o tempo e o espaço. Desta forma atinge um climax visual muito específico. A ele junta-se “a onda” que o absorve por completo no seu caminho.”

VISTA DO VAZIO – Ali Zare Ghanatnowi, Irão, 2017, ani, 18’ | 13 de outubro, sáb, 11h30

“A mãe fica de olho no filho e espera que ele volte da guerra. Tricota um par de luvas lembrando-se de como o filho esfregava as mãos geladas na manhã de inverno em que partiu. A mãe espera. Desfaz as luvas e volta a tricotar outra vez. Quando a sua casa é bombardeada, as luvas queimam-se e desfazem-se em cinzas. A mãe senta-se no topo dos escombros e começa a fazer algo de inesperado.”

A MONSTRA no Curt’Arruda


A CASINHA DO OURIÇO – Eva Cvijanovic, Croácia, 2017, ani. 10’ | 14 de outubro, dom, 11h30

“Numa floresta exuberante e cheia de vida, vive um ouriço outrora respeitado e invejado pelos outros animais. Contudo, a sua devoção inquebrável para com o seu lar irrita um quarteto de bestas mesquinhas: uma raposa astuta, um lobo furioso, um urso glutão e um javali enlameado. Juntos, marcham em direção da casa do ouriço para ver o que há de tão precioso neste “castelo brilhante e enorme”. A descoberta surpreende-os e provoca um distanciamento tenso e… espinhoso.”

AVÓ – Roza Kolchagova, Bulgária, 2017, ani, 6’ | 14 de outubro, dom, 11h30

“Uma casa, uma árvore, uma avó – algures, numa terra distante. Um filme sobre pequenas coisas, sobre as coisas que amamos. Uma história tão verdadeira e autêntica que nos leva a pensar: o que perdemos ao longo das nossas vidas permanentemente ocupadas. E aquilo que sacrificamos ao nos mudarmos para uma grande cidade, em busca de uma vida melhor.”

BaDaBoo: A VIAGEM DE BARCO – Glenn D’Hondt e Karin Rhellam, Bélgica, 2017, ani, 7’ | 14 de outubro, dom, 11h30

“Bada, Dada e Boo embarcam numa aventura juntos! Brincando juntos, usam a sua imaginação para encontrar a solução para qualquer problema.”

BIG ENCONTRA UM TROMPETE – Dan Castro, Reino Unido, 2017, ani, 5’ | 14 de outubro, dom, 11h30

“Quando Big encontra um irritante brinquedo novo, Tiny não fica muito feliz. Uma carta de amor às crianças dos anos 80, à televisão e ao design dos anos 60, Big Finds a Trumpet é uma história simples e colorida, sobre amizade, música, brinquedos e um gigante com uma cara mesmo pequenina.”

DOIS ELÉTRICOS – Svetlana Andrianova, Rússia, 2016, ani, 10’ | 14 de outubro, dom, 11h30

“Todos os dias, um jovem elétrico faz o seu percurso com um velho elétrico pelas ruas da cidade.

Certo dia, o velho elétrico não aparece – e o jovem elétrico inicia uma demanda em sua busca. Será que terão oportunidade para uma última viagem juntos?”

ESPAÇO NEGATIVO – Max Porter e Ru Kuwahata, França, 2017, ani, 6’ | 14 de outubro, dom, 11h30

“Alguns rapazes criam elos com os pais a encestar bolas ou a falar de Chevrolets. Nós ligámo-nos pela bagagem. Com doze anos, se o meu pai estivesse ocupado, fazia-lhe a mala. A mãe tentou mas não tinha jeito. Ele chegava algures para trabalhar, abria a mala e enviava-me uma mensagem – “Perfeito”. Vinda dele, aquela palavra significava muito. O funeral foi terrível – o meu Pai deitado naquela grande caixa e eu a pensar, Olha para todo aquele espaço desperdiçado.”

O PASSARINHO E A LAGARTA – Lena von Döhren, Suíça, 2017, ani, 5’ |14 de outubro, dom, 11h30

“No alto de um carvalho o Passarinho aprecia as folhas verdes da sua casa. De repente, uma lagarta esfomeada planeia comê-las. O Passarinho consegue atrair o glutão. Na floresta, a raposa cor de fogo já os aguarda. Um lago com os seus perigos tem de ser atravessado. Eventualmente, a lagarta passa à fase crisálida. Sozinho, o passarinho começa o longo caminho para casa. Quando a raposa continua a sua perseguição, a lagarta parece ter sido milagrosamente transformada para ajudar o passarinho.”

TERRA SEM MAL – Katalin Egely, Hungria, Alemanha, 2017, ani, 4’ | 14 de outubro, dom, 11h30

“Ao longo da história, as pessoas sempre procuraram um lugar perfeito. Esta curta-metragem, baseada na mitologia guarani (Tierra Sin Mal), oferece um outro ponto de vista sobre o paraíso: e se o verdadeiro paraíso está dentro de nós e reside na harmonia e na unidade de tudo o que está vivo?”

Mostra Curt’Arruda



A COR DA SEDE – Gala Gracia, Espanha, 2017, fic, 22’ | 12 de outubro, sex, 18h30

“Espanha atravessa uma seca severa que afecta sobretudo as zonas rurais. Medardo, pastor de ovelhas, vê o seu rebanho a deteriorar-se cada vez mais e os cordeiros pesam cada vez menos. A situação torna-se crítica quando começa a sofrer uma série de roubos, movidos pelo desespero dos seus vizinhos mais próximos. Medardo será forçado a tomar uma decisão difícil que comprometerá os princípios de honestidade e lealdade que sempre o caracterizaram.”

A SONOLENTA – Marta Monteiro, Portugal, 2017, ani, 10’ | 14 de outubro, dom, 16h30

“Numa casa de aldeia, Maria, uma jovem menina criada de um casal quer dormir. Está cansada, muito cansada, mas é constantemente importunada pelo choro da criança que tem a cargo e pelo pedidos dos senhores.”

ARMINDO E A CÂMARA ESCURA – Tânia Dinis, Portugal, 2017, doc, fic, 20’ | 12 de outubro, sex, 18h30

“Armindo Carvalho é o meu avô de Vila Nova de Famalicão. Dedicou toda a sua vida à fotografia e, em 1969, tirou a carteira profissional. Registou a sua família e a família dos outros. Percorreu várias cidades e aldeias da região de Braga, Famalicão, Guimarães, entre outras, a registar eventos e várias cerimónias. ARMINDO E A CÂMARA ESCURA é um trabalho de revisitação das suas memórias familiares através das imagens.”

BENJAMIM – Ana Margarida Coelho, Portugal, 2018, fic, 10’ | 12 de outubro, sex, 18h30

“Nascido e criado numa aldeia no interior, em permanente contacto com a natureza, Benjamim é um adolescente tímido e ingénuo protegido do mundo real pela sua avó. Certo verão, Ema entra no mundo de Benjamim e as coisas não serão mais as mesmas, algo que o deixa desconfortável. Mais assustador é o regresso de um velho amigo da sua avó, que traz consigo as memórias de mágoas antigas. Benjamim é um filme sobre o medo da mudança e as inseguranças do crescimento.”

COUP DE GRÂCE – Salomé Lamas, Portugal, 2017, fic, 25’ | 14 de outubro, dom, 16h30

“Leonor volta de viagem num dia em que o seu pai (Francisco) já não a esperava.

No espaço de 24 horas viverão uma realidade alucinada, conduzida, em crescendo, pela inqueitação de Francisco num registo de aparente normalidade.”

ENTRE LUTOS – Laura Rembault, França, 2016, fic, 15’ | 12 de outubro, sex, 16h30

“Um Ford Mustang numa bonita estrada campestre. Lá dentro estão um irmão, uma irmã, ao lado a avó e… uma urna funerária. Eles estão no caminho deles para espalhar as cinzas do falecido pai.”

LARANJA AMARELO – Pedro Augusto Almeida, Portugal, 2017, fic, 10’ | 12 de outubro, sex, 16h30

“Tiago é levado pelos sonhos de uma relação mal resolvida. O verão está a acabar, a banda dos amigos vai dar um concerto. Sofia aparece para tirar fotografias.”

MAÇÃS AMARELAS – Ignacio Ruiz, Chile, 2014, fic, 20’ | 12 de outubro, sex, 18h30

“Adriana, uma mãe esforçada da zona rural da ilha de Maillen, vende maçãs amarelas para sobreviver. O relacionamento com a filha está complicado e através de um par de sapatos novos para a escola, a mãe vai lutar por recuperar o carinho perdido redobrando os seus esforços laborais e fazendo sacrifícios pessoais.”

MADNESS – João Viana, Portugal, França, Guiné, Moçambique, Qatar, 2018, fic, 13’ | 14 de outubro, dom, 16h30

“Lucy, considerada louca, tem um filho.”

MAPA-ESQUISITO – Jorge Vaz Gomes, Portugal, doc, 22’ | 12 de outubro, sex, 16h30

“A minha família emigrou para França nos anos 60, mas pouco depois a minha mãe foi obrigada a voltar. Talvez por essa razão mudámos de casa oito vezes e fugíamos sempre que possível para a aldeia, onde a família de França passava férias. Esta inquietude entranhou-se nos meus sonhos desde então e nunca mais os largou. É através das imagens destes sonhos e locais da infância que tento perceber se existe geografia possível, para alguém com uma história que parece não pertencer a lugar nenhum.”

O QUARTO CORPO – Agustina Grillo e Manuela Gamboa, Argentina, fic, 11’ | 14 de outubro, dom, 16h30

“Numa atmosfera de tédio e solidão, três irmãs moram juntas numa casa de campo. A inesperada chegada de um homem desconhecido irá alterar o universo intemporal em que elas vivem.”

OS HUMORES ARTIFICIAIS – Gabriel Abrantes, Portugal, 2017, fic, 29’ | 14 de outubro, dom, 16h30

OS HUMORES ARTIFICIAIS foi rodado no Mato Grosso (Canarana e nas aldeias Yawalapiti e Kamayura dentro do Parque Indígena do Xingu) e em São Paulo. Misturando certa estética hollywoodiana com abordagens típicas do registo documental, o filme conta a jornada de uma jovem indígena que se apaixona por um robô.

RUSSA – João Salaviza, Portugal, Brasil, doc, fic, 20’ | 13 de outubro, sáb, 16h30

“Russa volta ao Bairro do Aleixo no Porto, visitando a irmã e os amigos com quem celebra o aniversário do filho. Neste breve encontro, Russa regressa à memória colectiva do seu bairro, onde três das cinco torres ainda se mantêm de pé.”

SLEEPWALK – Filipe Melo, Portugal, E.U.A., 2018, fic, 15’ | 13 de outubro, sáb, 16h30

“Um homem faz uma viagem por uma fatia de tarte de maçã.”

SURPRESA – Paulo Patrício, Portugal, 2017, ani, doc, 9’ | 13 de outubro, sáb, 16h30

“Curta-metragem de animação que tem como base uma conversa gravada entre mãe, Joana, e filha, Alice, com 3 anos de idade e a recuperar de um cancro do rim. Ao longo da conversa falam, de uma forma muito aberta e franca, sobre a doença, o presente, as lutas e conquistas de ambas.”

VIRA CHUDNENKO – Inês Oliveira, Portugal, 2017, doc, 30’ | 13 de outubro, sáb, 16h30

““A senhora russa e eu todos os dias nos cruzávamos às 6h da manhã, porque ela todos os dias ia de bicicleta para o trabalho. Mas nesse dia ela ia a pé. Os cães do vizinho do lado estavam na rede a ladrar, a ladrar…”

“A mim, o corpo, parecia-me de uma ovelha. Eu já tenho visto mortos, e de tudo o que parece um morto, aquilo não era.”

Relato a duas vozes das testemunhas de um hediondo crime cometido numa paisagem idílica de Sintra. A vítima era estrangeira e chamava-se Vira Chudnenko.”

TERRA BESTA – Hugo Magro, Portugal, 2017, doc, 9’ | 12 de outubro, sex, 16h30

“O burro é talvez o único animal que sabe como tudo foi em vão. O seu modo brando, pesaroso também, é o de quem ouve uma interminável e dura confissão, enquanto parece ter os ossos e a carne envolvendo um suspiro.

Em seu redor tudo ficou exausto, lembra o cansaço todo, e uma ponta de desgosto depois de concluídos os planos iniciais da criação. Com ele, a poesia é acolhida no chão e envolvida no pó e no vento. As cores abatem-se, a imagem surge terrosa.

Vale todo um reino, o burro.”

Seleção Oficial Prémio Curt’Arruda


12 e 13 de outubro – 21h30


DE GENTE SE FEZ HISTÓRIA – Inês Vila Cova, Portugal, 2017, doc. 20’ | 12 de outubro, sex. 21h30

“Um museu, um livro e uma extensa compilação de arquivos é o trabalho de uma vida de um humilde “caxineiro” apaixonado pela sua terra Caxinas. A partir das suas imagens e som de arquivo, pretendo mostrar o tributo pelo qual José Vila Cova ansiava tanto por deixar terminado, para a sua terra e sua gente.”

DOMESTICADO – Juan Francisco Viruega, Espanha, 2018, fic. 17’ | 12 de outubro, sex. 21h30

“Pai e filho moram numa fazenda isolada. Eles perderam e enterraram a mãe. Instala-se entre eles o silêncio, o pudor e a fome. O filho encontra um burro perdido, decide cuidar dele e assumir a sua responsabilidade. Entre os dois cresce uma amizade maravilhosa.”

FLORES – Jorge Jácome, Portugal, 2017, fic, 26’ | 13 de outubro, sáb. 21h30

“Perante um cenário de uma crise natural nos Açores provocada por uma incontrolável praga de hortênsias, a população açoriana vê-se forçada a abandonar as ilhas. Dois jovens soldados, sequestrados pela beleza da paisagem, guiam-nos pelas narrativas dos que partiram e o inerente desejo de resistirem, ficando. Através desta deambulação, o filme assume uma reflexão nostálgica e política sobre o território e a identidade, bem como sobre o papel que assumimos nos lugares aos quais pertencemos.”

HISTÓRIAS DE LOBOS – Agnes Meng, Portugal, 2018, doc. 20’ | 12 de outubro, sex. 21h30

“Este filme é uma coleção de histórias relacionadas com o lobo nas montanhas no norte de Portugal.

Num pico entre as cadeias montanhosas, existe uma aldeia chamada Pitões das Junias. Ao anoitecer os pastores costumam reunir e contar histórias. Mitos, mortes, assassinatos… as coisas podem ou não acontecer, mas foram inspiradas em lutas interiores entre humanos e lobos, entre nós e o selvagem.”

NA CINZA FICA CALOR – Mónica Martins Nunes, Cabo Verde, Portugal, Alemanha, 2017, doc. 21’ | 13 de outubro, sáb. 21h30

“Chã das Caldeiras fica dentro da caldeira do vulcão Pico do Fogo em Cabo Verde. Depois de perder tudo o que pussuíam na erupção de 2014/2015 os seus habitantes são forçados a reconstruir as suas vidas.”

O HOMEM ETERNO – Luís Costa, Portugal, 2017, doc, 15’ |13 de outubro, sáb, 21h30

“Bernardino Fernandes emigrou para o Canadá em 63. Ao longo de duas décadas filmou centenas de bobines Super 8, organizando-as de forma metódica e obsessiva. O Homem Eterno termina um processo antigo, transformando a vontade de cinema de Bernardino num filme sobre as imagens da sua memória.”

POR TUA TESTEMUNHA – João Lupo, Portugal, 2018, fic. 18’ |12 de outubro, sex, 21h30

“Ivo Moura é um homem que tem um propósito bem definido mas a natureza desvia-o do seu caminho.”

OS ANOS – Jeanne Traon Loiseleux, França, 2017, fic, 29’ | 13 de outubro, sáb, 21h30

“Uma noite de verão numa aldeia da Córsega. Várias gerações de mulheres se encontram e respondem umas às outras. Da jovem mãe, à velha senhora, os anos passam e recomeçam.”

Seleção Oficial Prémio Film’Arruda


14 de outubro,  18h30


HISTÓRIAS DA CASA DAS BONECAS – Carolina Roque Ribeiro, Portugal, 2018, doc, 15’ | 14 de outubro, dom, 18h30

“Laura, de 85 anos, colecciona bonecas. Todas elas têm a sua história.”

NO ÂNGULO – Rui Correia, Portugal, 2018, fic, 10’ | 14 de outubro, dom, 18h30

“…a história da noite em que Cajo, (um de muitos jovens que sonha um dia em vir a ser um grande jogador de futebol), aprende que… na vida, as pequenas conquistas fazem grandes diferenças!”

PORQUE ME TRANSPORTAS? – Turma 461 Escola Profissional Gustave Eiffel de Arruda dos Vinhos, Portugal, 2018, fic, 4’ | 14 de outubro, dom, 18h30

“Uma história sobre as condições de trabalho que ainda perduram nos dias de hoje. As pessoas aceitam muitos trabalhos na tentativa de ter uma vida digna mas acabam por encontrar uma situação de esclavagismo que por vezes não conseguem dar a conhecer.”

THE HOLE OF LIFE – David Santos, Portugal, 2018, fic, 12’ | 14 de outubro, dom, 18h30

“Samuel, um jovem com uma vida aparentemente normal, está prestes a concluir os estudos e foi o melhor da turma. O que ninguém sabe é que sofria de bullying na escola. Mas há muito mais para além do bullying que o vai afectar para sempre.”

TÓ BARÃO – Luís André Ramos, Portugal, 2018, fic, 5’ | 14 de outubro, dom, 18h30

“Tó Barão, um criminoso rural, já velho e reformado, conta uma das suas histórias enquanto jovem.”

UNIVERSIDADE GERAÇÕES COM AMOR – Danielle Souza, Portugal, 2018, doc, 8’ | 14 de outubro, dom, 18h30

“O dia-a-dia dos alunos da Universidade Gerações.”

VENCEDORES 2018


Prémio Film’Arruda

“Histórias da Casa das Bonecas” de Carolina Roque Ribeiro

Prémio Curt’Arruda

“Histórias de Lobos” de Agnes Meng

Prémio Público

“O Homem Eterno” de Luís Costa

EQUIPA CURT’ARRUDA 2018


 

Direcção Artística

André Agostinho

Direcção Técnica

Joel Rodrigues

Tesouraria e Apoios

André Agostinho

Joel Rodrigues

Lara Almeida

Selecção de Filmes e Programação

André Agostinho

Filipa Figueiredo

Joel Rodrigues

Tradução e Legendagem

Diogo Bruno

Filipa Figueiredo

Joel Rodrigues

Curt’Arruda Escolas

André Agostinho

Ana Margarida Mouralinho

Comunicação

André Agostinho

Cátia Francisco

Filipa Figueiredo

Design e Ilustração

Catarina Sentieiro

Assistentes de Design

Ana Margarida Mouralinho

André Agostinho

Spot

Curt’Arruda

Animações

Joel Rodrigues

Decoração

Ana Margarida Mouralinho

Cátia Francisco

Filipa Figueiredo

Exposição (DES)ENCONTRÓTOPIA

Ana Margarida Mouralinho

André Agostinho

Cátia Francisco

Filipa Figueiredo

Gestão de Sala

Lara Almeida

Merchandising e Vendas

Cátia Francisco

Relações Públicas

Ana Margarida Mouralinho

André Agostinho

Filipa Figueiredo

Website

Filipa Figueiredo

Voluntariado

Lara Almeida

Voluntários

Amanda Azevedo

Ana Maria Rodrigues

André Pombo

António Duarte

Catarina Sentieiro

Célia Martins

Diogo Bruno

Inês Hipólito

Isabel Rego

Joana Soares

João Gama

João Pedro Pereira

Jorge Francisco

Luís Carvalho

Miguel Cruz

Ruben Esteves

Rui “Ruca” Correia

Saúl Silva

Tânia Serreira

GALERIA DE IMAGENS


4/dAAUoZR4fmSg85ZKrk8M70EOvQOg0yxF0W3HL4YjUm22rQ-pmEIxwYE